Resenha: O lado bom da vida - Matthew Quick

“Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.” 


Pat acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, e apesar dos lapsos de sua memória, a única coisa que Pat lembra-se é o pedido da esposa: um tempo separados. Mas para Pat, o tempo já acabou e chegou a hora de reconquistá-la.

Assim como tudo na vida, as coisas mudam e as pessoas também. Pat está vivendo uma nova fase, mas gostaria de voltar para sua antiga vida. Mas infelizmente, as coisas não são como ele gostaria que fossem.
“Não quero ficar no lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes…”
Jeanie – mãe de Pat – é sem dúvidas um ótimo exemplo de melhor mãe do mundo. Ama acima de qualquer coisa e o defende de tudo e todos, inclusive do próprio marido que recusa-se a falar com o filho. Força e determinação definem Jeanie.
Seus amigos não falam o porquê e nem quanto tempo Pat passou no “lugar ruim”, mas ele precisa recobrar a memória e acabar com os lapsos que sofre constantemente.
O livro é narrado por Pat, relatando seus pensamentos, tudo o que ele está sentindo e pensando sobre as pessoas ao seu redor, e em determinada situação, Pat escuta uma música que o faz lembrar da esposa. Ou será ex esposa? Ele não consegue entender o porquê o “tempo separados” não pode acabar, afinal, ele já está bom novamente, e ao ouvir essa música, traz à tona todas suas lembranças e o deixa ainda mais confuso.
Com a ajuda da louca e engraçada Tiffany, os dias vão passando e Pat vai se ocupando com outras coisas e quem sabe assim, tentando esquecer o passado. Um passado que ele ainda quer que seja presente. Será que Tiffany consegue ajudar o amigo? E essa amizade, tem chances de virar algo a mais? Hmmmmmm
“O mundo encontrará várias e várias maneiras de te machucar, mas você vai encontrar uma pessoa que te traga tanta felicidade e que te ame tanto que as feridas do mundo não vão mais te atingir, porque ela te protege, ela te ama, e acima de tudo você ama ela.”
A narrativa é tão gostosa que me encantei pela escrita de Matthew Quick. Não tem nada mega elaborado, nem muitos mistérios ou algo do tipo, e é isso que torna o livro tão incrível e encantador. Assim como Pat.

“Mas vou lhe dizer o mesmo que digo para meus alunos quando se queixam sobre a natureza deprimente da literatura americana: a vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal, como aconteceu com nosso casamento, Pat. E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.”



Sem dúvidas, antes de reconquistar Nikki, Pat precisa reconquistar a si mesmo. Acho que esse é o grande desafio do livro. A história fez um grande sucesso e gerou um filme muito bom que também vale a pena ser assistido, mas os detalhes ficam só por conta do livro.
Te encontro no próximo post,
Beijos da Tami. 

Um comentário:

  1. Um grande livro, mas o filme foi o complemento perfeito. A história eu achei muito bom, bem executar um script, engraçado e inteligente. Abotoaduras entre Jennifer Lawrence e Bradley Cooper me espanta, posso dizer que é um dos melhores filmes dramáticos Cooper. Atuações ótimas até mesmo dos coadjuvantes Robert De Niro e Jacki Weaver estão ótimos. Uma ótima historia, madura, diferente de todas essas comedias dramáticas/românticas. Vale muito apena acompanhar.

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